Já tinha avisado que a “nova” revista LER vinha com o intuito de gerar umas quezílias literárias. Parece que não me enganei muito, pois na capa da edição deste mês a escritora em destaque é Margarida Rebelo Pinto. Segundo a Blogtailors, não é a primeira vez que a autora de Português Suave aparece na capa de uma publicação literária. Tudo muito bem! O problema penso que a meu ver é que a Revista LER que sempre foi, tal como o Jornal de Letras Artes & Ideias, um pouco elitista, por oposição à publicação Os Meus Livros. A escolha da figura da capa é clara, tentar chegar aos leitores da escritora (espera-se um milhão de vendas da sua mais recente obra, segundo o editorial de Francisco José Viegas), e com isso atingir um público diferente. Os problemas, a meu ver são estes: parafraseando o povo “A gota não rima com a perdigota”, ou seja, o miolo da revista está em dissonância com a envolvente, quem vai comprar a revista pela entrevista de Margarida Rebelo Pinto não tem interesse pelos outros assuntos tratados na revista ao passo que quem compra a revista pelos temas, não se interessa pelas páginas centrais; o segundo e último problema passa por uma tentativa de atrair o capital. Com o mês de Agosto sem edição, era mais do que óbvio, que precisavam de alguém que lhes desse financiamento para o mês de estagnação. Por muito que se goste ou não da escolha da capa, quem mais poderia ser tal fonte de financiamento?
(*) Título da última obra de Henrique Teixeira de Sousa.
Quando andava, qual Idiana Jones, na semana passada em busca da edição de Julho da LER, pelas Bertrand, estava longe de imaginar que a figura de capa era Margarida Rebelo Pinto. Não que tenha algo contra a senhora, ou os seus livros, ou o seu tipo de literatura, mas simplesmente parece-me desadequada do resto da publicação. Senão vejamos as capas das anteriores edições da revista literária: António Lobo Antunes, José Saramago. E agora… Margarida Rebelo Pinto. Ainda não comprei este mês e desconheço os conteúdos. Mas a não existirem mais um ou outro artigo de interesse para além das crónicas, acho que vou deixar a revista no sítio onde estava.
Ainda não tive muito tempo para saborear a revista LER. Também eu tive dificuldades em saber se dava os 5€ (que já agora acho um ligeiro abuso) pela revista. Acabei por ceder, mais pela “onda” do coleccionismo de ficar com todas as revistas LER da nova geração. Em relação à entrevista. Bem basta dizer que a senhora interrompeu a entrevista irritada com as perguntas do Carlos Vaz Marques, pode comprovar isto no Blogtailors. Arrogância?! Cada leitor julga por si próprio. Obrigado pelo comentário.
Atenção: a Margarida Rebelo Pinto vai passar o milhão de exemplares vendidos de TODOS OS LIVROS dela escritos até agora. Não é um milhão só deste livro!
Não se pode dizer que Carlos Vaz Marques tenha conduzido a entrevista da melhor maneira. Acabou por não ser revelado nada que já não se soubesse, isto porque, a meu ver, CVM fez tudo de forma desastrada.